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sábado, 15 de novembro de 2014

Dia de Esperança

 DIA DA ESPERANÇA CRISTÃ

No último dia 02 de novembro, conforme costume antiquíssimo, os cristão celebravam o dia dos fiéis defuntos. Esta data se reveste de um significado muito grande. Primeiramente, celebrar o dia dos fiéis defuntos é rogar a Deus por aqueles nossos irmãos que morreram na amizade com Deus, mas que precisam pagar certas penas de pecados perdoados quanto à culpa e que, por isso, estão se purificando no estado chamado purgatório.
 
Depois, este dia nos faz refletir sobre o sentido da morte para o cristão, pois esta é uma realidade que todos teremos de enfrentar. É sobre este segundo aspecto que gostaria de refletir. Para tanto, vai nos ajudar um texto do Frei Raniero Cantalamessa: 
 
“Como vivem os cristãos a novidade trazida por Cristo, a sua vitória sobre a morte?
Não posso nem saberia fazer um apanhado completo. Uma coisa, porém, posso fazer, e é a que mais importa: repensar o como eu mesmo aprendi com a morte, como me foi ela transmitida no ambiente cristão no qual nasci e cresci. Esse afinal é certamente o meio de conhecimento mais seguro, por ser o mais direto. Pois que a morte, como a língua materna, nós aprendemos a conhecê-la vivendo, ouvindo como falam sobre ela, qual a atitude das pessoas quando ouvem nomeá-la.”
(Morte, minha irmã, p. 25).
 
Cantalamessa, neste ponto, quer expressar que a morte é vivenciada por cada homem de forma próxima e real, seja quando morre um amigo ou um parente mais próximo: pai, mãe, irmão. Contudo, para os cristãos a morte não é simplesmente um acontecimento biológico, mas transcendental, isto é, ultrapassa a realidade física e nos lança na eternidade, naquele que é Eterno.
 
Com Cristo, a morte foi vencida, ela já não pode nos causar medo. O amor venceu a morte por dentro, como nos diz o Cântico dos cânticos:
 
“O amor é forte como a morte” (8,6).  
 
E poderia ainda se acrescentar que o Amor, que é o próprio Deus, é mais forte do que a morte, porque Ele é a Vida em toda a sua plenitude. Confiemo-nos e confiemos nossos irmãos falecidos à misericórdia infinita de Deus e concluamos com as palavras mesmas de Cantalamessa:
 
“O amor eleva o homem, como a água eleva um barco na comporta, para que chegue a um nível que lhe possibilite ir além... Em certos santos o amor por Cristo chegou a m nível tal que de fato se tornou mais forte que a morte, levando-os a exclamar: ‘Morro porque não morro’ (São João da Cruz). A união da alma com o Senhor, isto é, com a cabeça, tornou-se mais forte que a união com o próprio corpo.”
(Morte, minha irmã, p. 47).
 
Por isso, este dia deve ser de esperança!
 
(Padre Genivaldo Garcia)
CANTALAMESSA, Raniero. Morte, minha irmã. Editora Santuário, 1992, Aparecida/SP

domingo, 2 de novembro de 2014

Morremos Para Viver!!

Dom Silvério, MG
 
"A eternidade não tem tempo e nem hora"
(Padre Genivaldo, na homilia do Dia dos Finados).

 O texto abaixo, retrata a morte na visão de uma criança,
com menos de cinco anos de idade:
 
 Minhas Montanhas

A primeira leitura que pude fazer da morte, foi-me dada pelas montanhas da cidade plantada no meio do belo vale onde nasci. 
 
Depois que meu avô faleceu e disseram-me que ele foi para o céu, eu olhava para o alto e via-o tão amplo e vago de nuvens. Mas as montanhas não. Elas estavam ainda mais perto da terra. Talvez indo ao encontro do céu. Lógico.
 
Lembro-me que olhava para aquelas duas montanhas em especial, que eram avistadas do quintal da minha casa e ficava absorta, reverenciando meu avô ali. Não sei por quê, mas para minha pouca idade, era muito natural e perfeitamente explicável que a barriga dos mortos crescia e ficava estufada, formando as montanhas. Sentia, e ainda sinto, uma sensação enorme de proteção emanando daquelas gigantescas criaturas. E as outras inúmeras montanhas que existiam por lá, eu entendia que eram os outros que também já tinham ido para o céu e eu nem conhecia.
 
Então, sendo assim, durante bastante tempo, o vovô Carlos esteve dormindo abaixo daquela enorme montanha. Sempre tinha meus momentos especiais de encontrá-lo no horizonte do meu quintal. 

(Carla Fernanda)

sábado, 2 de novembro de 2013

Morte Cristã

Mas, há ainda um último modo de encarar a morte, tipicamente cristão.

A morte existe sim! E dói! E machuca! Não somente existe, como também marca toda a nossa existência: vivemos feridos por ela, em cada dor, em cada doença, em cada derrota, em cada medo, em cada tristeza, até a morte final!

Não se pode fazer pouco caso dela: ela nos magoa e nos ameaça; desrespeita-nos e entristece-nos, frustra nossas expectativas sem pedir permissão! O cristão é realista diante da morte; recorda-se da palavra de Gn 2,17: “De morte morrerás!”

Então, os discípulos de Cristo somos pessimistas? Não! Nós simplesmente não nos iludimos: sabemos que a morte é uma realidade e uma realidade que não estava no plano de Deus para nós: não fomos criados para a ela, mas para a vida! Deus não é o autor da morte, não a quer nem se conforma com ela! Por isso mesmo enviou-nos o seu Filho, aquele mesmo que disse: ”Eu sou a Vida; eu sou a Ressurreição!” Ele morreu da nossa morte para que nós não morramos sozinhos, mas morramos com ele e como ele, que venceu a morte! Para nós, cristãos, a morte, que era como uma caverna escura, sem saída, tornou-se um túnel, cujo final é luminoso. Isto mesmo: Cristo arrombou as portas da morte! Ela tornou-se apenas uma passagem, um caminho para a nossa Páscoa, nossa passagem deste mundo para o Pai: “Ainda que eu passe pelo vale da morte, nenhum mal temerei, porque está comigo!”

Em Cristo a morte pode ser enfrentada e vencida! Certamente ela continua dolorosa, ela nos desrespeita; mas se no dia a dia aprendermos a viver unidos a Cristo e a vivenciar as pequenas mortes de cada momento em comunhão com Senhor que venceu a morte, a morte final será um “adormecer em Cristo”.

(Dom Henrique Soares Da Costa)

Ressuscita-nos Senhor

"Todos os que o Pai Me der virão a Mim;
e quem vier a Mim, Eu não o rejeitarei,
porque desci do Céu não para fazer a Minha vontade,
mas a vontade Daquele que Me enviou.
E a vontade Daquele que Me enviou é esta:
que Eu não perca nenhum daqueles que Ele Me deu,
mas o ressuscite no Último Dia!
Esta é a vontade do Pai:
todo aquele que vê o Filho e Nele crê, tenha a Vida eterna.
E Eu o ressuscitarei no Último Dia!" 

(Jo 6,37-40)

Paz E Vida Eterna

"Fazei, ó Pai, que os Vossos filhos,
pelos quais celebramos este Sacramento pascal,
cheguem à paz da Vossa Casa!
Por Cristo, nosso Senhor!" 

(Liturgia Latina)

Purificai-nos Senhor!

"Ó Deus de misericórdia,
purificai no sangue de Cristo,
pelo poder deste Sacrifício eucarístico,
os pecados de nossos irmãos falecidos
e concedei o pleno perdão do Vosso amor
aos que lavastes nas águas do Batismo!
Pro Cristo, nosso Senhor" 

(Liturgia Latina).

Nas Mãos De Deus

"A vida dos justos está nas mãos de Deus,
e nenhum tormento os atingirá.
Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido;
sua saída do mundo foi considerada uma desgraça 
e sua partida do meio de nós, uma destruição;
mas eles estão em paz!
Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados,
mas sua esperança é cheia de imortalidade!" 

(Sb 3,1ss)

Vida Eterna

"Ó Deus, pela Eucaristia que celebramos,
derramai Vossa misericórdia sobre os Vossos filhos falecidos;
e aos que destes a graça do Batismo,
concedei-lhes a plenitude da alegria eterna.
Por Cristo, nosso Senhor" 

(Liturgia Latina).

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

"Tal Vida, Tal Morte"

Veja bem: 

O Dia de Finados é sempre excelente ocasião não somente para rezar pelos nossos irmãos já falecidos, mas também para pensarmos na nossa morte e na nossa vida, pois “tal vida, tal morte"!

Eis: Que sentido estou dando à minha vida? O que estou fazendo dela? Minhas escolhas, minhas decisões, minhas atitudes e ações grandes ou pequenas são semente de Eternidade, são vividos como um "sim" Àquele de Quem vim e para Quem vou?

Vivo minha existência como um dom que recebi e pelo qual devo, no Dia Final, prestar contas?

No que estou tornando minha vida: um Sim ou um Não a Deus que me criou e diante de Quem estarei um dia, naquele Dia?

Coisas para se pensar... Coisas urgentes... Realidades que realmente importam, pois moldam nossa vida neste mundo e a decidem por toda a Eternidade!

Henrique Soares da Costa